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Nas gerações que nasceram até os anos 60/70 existia um comportamento comum que era disseminado pelos pais daquela época. Existia uma noção de respeito pela família, pela educação que se ensinava em casa.
Foi a época dos hippies também, nos anos 70 , principalmente nos EUA, país que influencia demais a cultura mundial, com as pessoas pagando seus preços pela vida livre que sonhavam implantar no mundo. Duros preços, muitas vezes, como também pagaram seus preços quem viveu sob famílias controladoras demais aonde tudo era proibido e/ou pecado.

De qualquer forma, existia mais respeito e mais educação naquela época. Isso não podemos negar.
Quando as pessoas passaram a negligenciar os estudos, não valorizar a educação, ser permissivas demais com os filhos, começamos a perceber um declínio geral na sociedade.

A mudança na economia mundial, os novos empregos que surgiram e que inseriram cada vez mais as mulheres em igualdade ou superioridade que os homens no sustento das famílias também foi um fator que mudou culturalmente a maneira de educar os filhos.
Nos dias de hoje não sentimos mais aquele respeito, aquela noção de família como uma unidade à qual nos sentimos pertencentes e pela qual a vida se desenvolve ao redor.

Fatores culturais do mundo em geral, educação em declínio nas próprias famílias, mudança de prioridades no consumo da população, necessidade de compensar as crianças da falta de atenção com bens materiais e pessoas mais individualistas, que precisam saciar as suas vontades em detrimento dos filhos- são alguns pontos que em conjunto transformaram a sociedade , antes pautada na família e em valores, para a sociedade atual- pautada em valores financeiros, individualismo, e falta de respeito com o próximo.
A base para a educação, deve vir da casa de cada um. Dos valores que os pais passam para os filhos. Pensar que as instituições de ensino são responsáveis pela educação é um erro muito grande. Educação vem de casa.

As escolas tem a responsabilidade de formar cidadãos pensantes, com conhecimento e capacidade de raciocinar e tomar decisões justas. Isso é possível quando se ensina os meios para isso, através da cultura. Quanto mais cultura uma pessoa adquire, mais questionadora ela se torna, mais analítica, mais capaz de pensar no que pode ser melhor ou pior para si mesma e para o coletivo.

Vamos diferenciar valores de cultura.
Valores se adquirem em casa, desde o nascimento. É o que vai te acompanhar sempre, o que vai te permitir ou não agir de uma ou de outra forma diante dos desafios da vida. É o que te torna um ser humano digno, correto, único.
Cultura se adquire através da escola, dos estudos. É o conhecimento sobre diversas matérias do mundo , que vai te acompanhar sempre e vai te permitir raciocinar sobre tudo e te dar condições de decidir, de buscar , de questionar e principalmente de transformar o que não está bom.

Na nossa simplicidade de pessoas comuns que trabalham e tem uma vida de luta diária para manter uma casa, pagar as contas e viver dignamente; podemos e devemos ensinar e insistir nos valores humanos.
Educação é isso, ensinar valores e comportamentos que consideramos corretos, éticos, que vão formar pessoas com bases fortes, preparadas para os desafios que a vida impõe.

Educar não é tarefa fácil. Exige persistência, exige sacrifícios e entrega. Trabalho duro que muitas vezes não é valorizado mas que se faz necessário para a formação do ser humano.
O grande desafio é educar em família e proporcionar a cultura necessária que deve acompanhar a formação de cada um.
Um desafio conjunto entre família e instituições de ensino ( públicas e privadas) que devem tomar consciência da importância de suas responsabilidades na formação e constituição das gerações futuras.

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